sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Coisas diferentes...




Hoje, meio a confusão que se estabelece nesses dias finais(!) do ano, coisas bem interessantes aconteceram...
Primeira delas a crise, medonha, de coluna, lombar, que me meti após tombo no início do mês...
Tá bom não foi, como diria dileto amigo Major Newton Nazaro, um tombo "monumental de Nuñez", mas estrago causou, ainda mais na minha pobre " ossatura".
Foi dano similar ao causado a um reles vampiro ( viva! estão na moda com a saga arqui cafona Crepúsculo e afins!!) que viram de pó sob a luz, no meu caso, quedas..rs
Pois é, acupunturista na parada ( o mesmo do Lula, sorry, ex-presidente, descobri Dr Gu primeiro que você e ele não me cobra o mesmo cachê em nome da antiguidade...rs), agulhas nos pontos de orelha para aguentar os dias de feriado, enfim, valha-me Deus...
Hóspedes chegando em casa e a cara, prá lá de mau humorada do marido, tento enfrentar, com alguma dignidade, o último, TG ( thanks God) feriado do ano...
Confesso...Tô cansada. Minha lombar e ciático doem como nunca, uso meus recursos aprendidos na meditação, zen budismo e desapego para fingir que estou ótima! Incrível: todos acreditam....
Se não fui a melhor das discípulas da arte de bem viver sou, pelo menos, a melhor atriz...The Oscar goes to.....
Tudo dói, incrível, from hair to the toes...tudo dói...Mas...vamos em frente.
Depois a segunda parte, é a melhor, pois meu blog não é só sobre dor...
Nâo é que nessa noite tive visita arqui, tri, X, plus, legal, quase melhor que morfina: dois amigos Guillermo " Willy" e Gisele.
E papo vai, papo vem, confesso que sob algumas biritas a dor melhora muito, falamos sobre coisas bem legais...e diferentes: sionismo, Freud, Chet Baker, Miles Davies, etc,etc...
Numa dessas conversas contei que descobri Cortázar e Ridley Scott e seu Blade Runner, ao mesmo tempo...
O tal do conto dos coelhos e esse filme, que me marcaram de forma indelével, me chegaram num mesmo período da vida...
Que coisa doida...e linda...
Ok, papo de doido, de analgésico pra dor na coluna pensarão vocês, mas não...
Hoje, mesmo com essa aflição fisica e outras tantas e antigas, peças se encaixam...fazem sentido...pelo menos para mim. E prá nós, amigos de tantos anos...

Sugiro, nesses dias de férias se vocês puderem ler ou assistir essas duas obras.
Um ou os dois. Mesmo que de novo.
Sem expectativas..Apenas pelo belo e insólito,
Sei, sinto, que irão entender e estaremos juntos...
Beijos e Feliz Ano Novo!

Julio Cortázar- Carta a una señorita en Paris http://www.ciudadseva.com/textos/cuentos/esp/cortazar/cartapar.htm

Blade Runner- Ridley Scott.


Para Willy Ezquerra, Gisele Bugno, com afeto.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Partidas e partidas!


Estou sem título para esse blog. Blog tem que ter título, sabia?
Pois tem, já tentei publicar sem, não dá certo!
Vou escrever e lá pelo final hei de ter uma ideia, brilhante, única, genial e modesta sobre isso! rs

Não pretendo falar de Natal, não porque não goste, pois adoro de paixão.
Penso que perda recente de pessoa próxima e querida influenciou essa vontade de "não festar", não comemorar, não criar as lindas mesas que sempre curto fazer...Perdas, de todos os tipos, ainda mais as reais, de fato, que envolvem morte, etc, são fatores "empanadores" de brilho...
E nesse momento ressurgiu na minha mente, firme e forte, aquela percepção tão trabalhada em momentos de tranquilidade e estudos esotéricos e/ou espirituais, da " impermanência" de todas as coisas. Nada fica. Nada. Tudo, mesmo sem que a gente perceba, muda.
Muda o mundo, mudamos nós e em alguns casos, essas mudanças bruscas, tiram o chão, o norte e a alegria, pelos menos por algum tempo.
E no caso dessa morte, perda indiscutível, as sensações que me chegaram foram bem interessantes.
Vi o desespero e dor tomarem conta daqueles que não entenderam que " o prá sempre, sempre acaba" (né, poeta?)e, infelizmente, acabaram não colocando as relações, os sentimentos e até as declarações bem comuns tipo " eu adoro você" em dia.
Por outro lado outros que, com sabedoria e delicadeza, viveram todos os dias como se fossem os últimos daquela pessoa, estavam tristes mas, de alguma forma, serenos e confortados.
E a maior de todas as sensações: da proximidade da morte, que passou quase esbarrando em meu braço, trazendo um sopro meio frio demais num dia de verão...
E pensei muito, muito mesmo, no que ando fazendo comigo e com minha vida!
Está valendo a pena? Tenho buscado ser feliz, mesmo que seja em doses homeopáticas? Meu tempo, caro e precioso, pois não sei precisar quanto ainda tenho, tem sido bem aproveitado em coisas bacanas e belas?
Tenho optado pelo riso, pela leveza, pela harmonia, pelo bom humor e otimismo?
Já me libertei das cargas extras e excessivas de velhas mágoas, rancores, desaforos, raiva e impaciência?
Não sei dizer. Sei que minha ficha caiu e continua caindo. Não quero ser infeliz, nem triste, nem sem esperança.
Foi então que me lembrei de minha linda mãe, que partiu anos atrás, logo depois de um Natal e Ano Novo. Foi embora quietinha, perto de mim, adormeceu comigo ao seu lado.
E tínhamos, nos lindos anos que vivemos juntas, falado todas as palavras ( boas e nem tanto..rs.) Demos todas as risadas possíveis ( inclusive em velórios e missas de sétimo dia, eventos que ela achava hilários), assistimos todos os nossos filmes ( Zorba, o Grego e Ben-Hur vimos mais de 20 vezes..rs), escutado todas as nossas músicas ( de Gigli e Callas aos Beatles e Caetano)! Viajamos,compramos nossos amados sapatos, inventamos pratos novos, plantamos, fizemos crochê e caminhadas. Rimos com a chegada dos netos ( meus filhos) e enterramos, com enorme dignidade, nossos mortos amados. Um privilégio tivemos juntas! Uma vida vivida com muito amor e cumplicidade.
Da nossa despedida me restaram as saudades, a memória boa, a lembrança do que aprendi com ela e do que ela amava em mim. Sem lacunas, sem remorsos, sem a terrível sensação de que " faltou algo". Se algo faltou foi mais " tempo" isso sim, para muitas e sonoras risadas!
E concluo que quero partir assim, de bem com a vida e com a minha trajetória. De malas prontas,sem medos nem arrependimentos.
Pois é isso, viver é lindo, rico e leve. Cada dia é quase uma eternidade para se procurar e encontrar a felicidade e alegria.
Transformar o dia a dia em pêso, dor, baixo astral, pessimismo, grossura, falta de consideração e mau humor ( ô coisa mais chata!) é perda de tempo e, me perdoem o termo, burrice!
E já vou me contradizendo lá do começo ( quando disse que não estava no pique de " festar"): vou começar agora mesmo a procurar minha linda louça, toalhas, taças e velas para montar uma incrível mesa de Natal e encher minha casa e vida de risos!
Beijo grande e ótima semana!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Em Technicolor!



Pois é, seria bom se fosse assim: nosso mundo em technicolor ( nem sei se é assim que se escreve, tal a antiguidade do termo!!).
O mundo, entretanto, não é, sinto lembrar.
Vou, como nos mosaicos, juntando pedacinhos de coisas legais, momentos bons, encontros fortuitos, e-mails delicados, telefonemas esperados e, como cenas de filmes editadas por bom profissional para garantir um final mais ou menos feliz, a película fica pronta.
Mas não é em technicolor, nem em panavision, muito menos em 3D nem com James Cameron criando estratosféricos efeitos especiais com seres azulados...
Nem Nárnia, nem As Terras Médias nem Pandora são os cenários...
É o aqui mesmo, trânsito, cidade caótica, ruído, etc, etc..,
E mais a neura instalada de final de ano e todas as implicações de sempre...( ai, que ano mais chato, mais improdutivo, cansaço, sensação de "pela metade"...etc, etc..)..
Aliás, dia desses fiquei pensando nisso, nas " lamentações" de dezembro e acabei rindo sozinha!
Por que será que achei que um dia, no caso o último do ano, que vem logo após os pantagruélicos banquetes de Natal, teria o poder de " zerar", apagar ou melhor ainda, em bom português " resetar" toda uma vida e seus intrincados processos que podem e devem estar se arrastando por dias, semanas, meses e até mesmo anos?
Será mesmo que acredito nisso?
Será que plasmei em minha mente e no fundo do meu tolo coração os lindos musicais da época de ouro da Metro, onde depois de muitos perrengues, obstáculos, desencontros e sustos, nossos heróis, ele e ela, afinal se beijavam sob iluminação maravilhosa, fundo musical impecável e até piscinas que pegavam fogo???Ou seja, uma crença incrível em " finais felizes" ???
Não é possível, dirão vocês, mas é para mim!
De todos os possíveis enredos e diretores de cinema, com seus multifacetados estilos, escolhi logo os adocicados, os heroicos, os cheios de apreço à fantasia e encanto...
Preciso tanto de Lady Rowena ( em Ivanhoé), de Isabeau ( em Feitiço de Aquila), de Dorothy ( no Mágico de Oz), de Julieta, de Ofélia ( No Labirinto do fauno) de Blanca, de Alba e Clara ( na Casa dos Espíritos), da Princesa Lea ( em Star Wars) e até da heroina Na´vi de Avatar...
Pois é...tudo me leva a concluir que sinto e penso em technicolor.
E das duas umas, ou alimento isso tudo bem quietinha enquanto escrevo, pinto, sonho e mergulho nesses lindos filmes e trato de enxergar o " outro mundo", esse real, cotidiano, repetitivo e sem grande charme, sem maiores dramas ou expectativas ou...ou...a outra alternativa...humm....não sei..rs...
Sei apenas que quando a coisa aperta, a vida está triste, o cenário fica denso, chato, pesado, mergulho nas tintas, nas plantas, nas formas e nas letras e frases...
Mergulho em Tolkien, em Homero, em C S Lewis, nos 12 trabalhos de Hércules de Monteiro Lobato, em George Lucas e Ridley Scott...
E meu mundo fica muito, mas muito mais feliz! E em technicolor!!



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Meio assim..




Mais fácil achar que é o final de ano.
Foi um ano desses que nenhuma grande mudança aconteceu. E, a bem da verdade, nenhuma grande tragédia, fora as misérias cotidianas, aquelas de sempre...
O fato é que estou sem pique nem ânimo e não vou culpar a sequência, inventada, de 12 meses, para justificar.
As coisas vão se acumulando: dores, decepções, sonhos revisados, esperanças realinhadas, tempo em contínuo movimento se fazendo sentir na pele e nos ossos...
E para cada fato acima descrito, preciso de mais e mais tempo e energia para me recuperar.
Antes superava um final de casamento em 3, 4 meses de muito chororo e ranger de dentes, hoje um susto me arrasa por pelo menos 2 semanas!
Notícias ruins, imagens idem, brigas, discussões, filhos com síndrome do pânico, contas atrasadas, piadinhas maldosas ou ausências de afetos tem o dom de roubar o sono, a fome e a alegria.
Ou seja, as mínimas variações de temperatura, pressão ou umidade são sentidas como verdadeiras tsunamis.
Todo mundo vai ter uma receita para me dar: vá fazer yoga, tai-chi, assistir missa, meditar, mudar a dieta, tomar tranquilizantes ou fazer terapia, né não? Pode ser tudo junto também..rs.
Mas estive pensando, o que me faria muito, muito bem mesmo é ver o mar, o mar na amada praia de Juquehy e poder ficar lá, sentada, como um vegetal, imóvel, por horas a fio...só olhando...E depois caminhar, com calma, fazendo o caminho de volta, de volta para mim mesma...E aí, quem sabe, nesse reencontro que necessito com tanta urgência, voltar a ser mais feliz, mais serena, mais corajosa...
E então, quem sabe, eu possa reencontrar os sonhos, os projetos e as esperanças que supunha perdidos, ali, colocados por cima dos sofás, das mesas e nos encostos das cadeiras, à minha espera.
Bom dia!




sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Time is on my side....





Ok, a idéia é boa
E o título é de uma canção dos Stones...que adoro.
O tempo? Ou será Tempo, com T " grande????
Sei não...Sei de mim bem pouco, do tal tempo sei menos ainda...
Sei que passa, que sofro quando passa e quando não passa...

Os Stones me dizem " Time is on my side".... Led Zeppelin " your time is gonna come"...The Beatles "It´s getting better all the time"...

E faço o que, eu, com o tempo???
Esse senhor implacável, que tira a cor dos meus cabelos e engessa meus músculos??? Como pode estar ao meu lado, segundo o título desse blog?
Tá bom, certo, certo, penso mais, ajo menos, pelo menos sob impulso...rs...e diga lá, isso é bom???
O não agir é bacana? legal? produtivo? e, ainda, crucial pergunta, isso sou eu???

Eu, essa coisa feita de instinto e movimento pode ser isso??? Sou? Me diga.
Estou assim, ou me sentindo assim...tão sábia, centrada, controlada, serena e tranquila que, confesso, não me reconheço...

Será isso? Me vendi? Cedi? Entreguei os pontos??
Sei, anos se passaram, muitos mas, estranhamente os mesmos Stones, Zeppelin, Beatles, Doors, etc, etc... seguem vivos .. e me chamam, me instigam, provocando, fazendo pensar...

E me vejo dançando...rindo...com flores no cabelos..e cheiro patchouli...e muitas cores explodem sob meu olhar sereno...e ouço Ommmmmmm......

E respiro, inspiro, expiro, inspiro, expiro....e tudo fica claro e bom: time is on my side.....o passar dos anos é lindo, delicado e gentil...sou o que sou..sem vaidades nem expectativas...sou eu mesmo....

http://youtu.be/XzcWwmwChVE





domingo, 23 de outubro de 2011

It don´t come easy





O título do blog é bom, tem tudo a ver com que quero dizer.
Já a canção da qual tomei emprestado não gosto muito, mas esse blog não é sobre as canções gravadas por Ringo Starr.

Isso não vem fácil, seria uma tradução livre e garanto, queridos, não vem mesmo!
Explico, resolvi após 4 anos de reincidência, parar de fumar. Nunca fui uma fumante " de confiança", sou obrigada a confessar, já que comecei a fumar aos quase 18 anos quando todos os amigos já eram Ph.D nisso..rs..
Fumava antes dessa idade, mas não os cigarros feitos com fumo Virginia, mas isso é outra história.
Mas, voltando, sei que comecei a fumar tarde e desde então parava por anos e anos, recaia, fumava de novo, parava e assim fui. Não era de confiança, concorda?
No final de 2006, com a doença de minha mãe, a besta aqui que vos escreve achou de buscar apoio e conforto emocional nessa crise adivinha onde? No cigarro !!!
Ok, pode me chamar de tonta, imbecil ou qualquer outro adjetivo similar, mereço cada um deles, ainda mais depois de ficar comprovado que a doença que matou minha mãe estava diretamente ligada ao cigarro! Uma besta mesmo!
E foi assim que, depois de anos e anos livre do vício, voltei com força total a esse hábito que considero e sempre considerei, mesmo quando fumante, nojento.
Mas desde então vinha ensaiando parar, não estava muito confortável...
Parava por algumas horas, esquecia que queria parar e quando via já estava fumando de novo, até que semana passada, no meio de um grande surto de problemas ( é sempre assim que acontece comigo) decidi que de um deles, pelo menos, iria me livrar. Parei de fumar !!!
Estou ótima! Não fumo desde o dia 17 de outubro e, como sempre foi nas vezes anteriores, não tenho as famosas " crises de abstinência"!!! Para dizer bem a verdade não tenho a menor ideia do que sejam...rs
Estranho isso, não fico tensa nem neura, não deprimo, não durmo demais nem perco o sono, nem sofro de delírios de nenhuma espécie e nem percebo nascerem em mim instintos homicidas.
Mas tem sim uma coisa complicada: o hábito.
Não o de fumar em si, mas o de carregar o maço de cigarro, acender o isqueiro, bater as cinzas, isso sim é estranho, sinto falta, procuro, parece que "esqueci" alguma coisa quando me sento para ler ou saio ou arrumo minha bolsa.
Coisa difícil de esquecer...
E quando escrevo também, o ato de acender um cigarro de alguma maneira me ajudava a organizar melhor as idéias e raciocínio. ( ou isso eu é que achava....rs).
Mesmo com o " It don´t come easy", estou ótima, mais leve e ágil, meu cabelo cheira bem, meu pique mudou e me sinto muito menos culpada em relação à minha osteoporose (que coisa medonha viver em culpa...rs).
Estou me divertindo muito com esse interessantíssimo exercício de "poder".
Explico, é muito bom saber que posso me controlar e parar de fumar assim, just like that, sem dramas, sem medicamentos e melhor, sem grandes alterações nas condições de temperatura e pressão.
Continuo a mesma, tomo meus aperitivos normalmente, café nas mesmas quantidades, apenas não fumo ( ok, confesso, tenho comido um " pouquinho" a mais também...rs)
Deus me livre virar aquela pessoa que conheço que também parou de fumar e de quebra perdeu o emprego, enfrentou um divórcio e até foi jurada de morte pela metade dos amigos, tal o mau humor,a grossura e descontrole emocional que recheavam as patadas que distribuía, democraticamente, em todos os que cruzavam seu caminho!
Ou então ficar como aquele ex-fumante chato, esse tem aos montes, que vira uma espécie de inquisidor e não dá paz com seu blablablá insuportável sobre os malefícios do fumo e sempre dá um jeito de citar a palavra " câncer" na roda dos fumantes amigos ! De lascar esse tipo e cá entre nós, sempre acho que esse comportamento é típico de quem ainda morre de vontade de sair fumando de novo!
Eu não ligo. Fumantes não me incomodam, não rogo pragas nem subo no púlpito, acho o fim do bom gosto e da boa educação aterrorizar o próximo.
Podem fumar aqui em casa, do meu lado, numa boa, não reprimo, espalho cinzeiros pelas salas e ainda os limpo, quer melhor??!!! Continuo companhia para tudo, botecos, festas e boemia.
Só que eu não fumo mais!
E andei fazendo as contas, pelo meu ritmo e "modus operandi" nesses anos todos de fumar e parar e fumar e parar, mesmo que quisesse voltar algum dia não teria mais tempo..rs...portanto agora, gente, só na próxima encarnação!!
Boa semana a todos!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Outras palavras...







Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói.... ( O Quereres- Caetano Veloso)



Então, o nome do blog e poema acima, ambos de Caetano, me norteiam hoje.
É sobre as transversais de comunicação, explicando melhor, o que eu falo e o outro entende e vice-versa...
Sempre acho que existem milhares, milhões de atalhos (diferentes do que queremos de verdade dizer) que a gente pega com as palavras...Quase uma doença, já que tem sequelas imensas e geralmente viram discussões, brigas e conflitos e o mundo cai!
Tem montes de livros sobre isso, não vou citar pois não ganho nada com isso..rs...sério, todo mundo conhece e caso não, um pulinho no setor de autoajuda nas livrarias da vida, hão de ajudar a encontrar tais assuntos e títulos...
Mas vamos lá.
Nutro imenso amor e respeito pelas palavras, adoro, busco, sempre busquei usá-las com sabedoria e leio, com imenso prazer, repetidas vezes, quem as usa com talento, graça e propriedade produzindo textos, poemas, artigos, pouco importa, que são verdadeiras jóias! Amo a escrita e tudo que se relaciona a ela.
Mas....
Não é fácil dizer o que que se quer dizer...Tarefa, de uma vida. 
Usar tudo certinhooooooooo...No lugar, adjetivos, concordância, substantivos, verbos flexionados, regulares ou não, sujeito, verbo, objeto indireto...Ou direto para o fracasso total!!! rs...
E pero no sabes el peor...nessa miscelânea toda ainda tem que ter cor, nuance, ritmo, sentimento e perceber, com alma e coração, pois cada palavra tem seu peso, sua cor, seu tom, seu ritmo, seu movimento e sua....sua...dor e valor.
Falar nos distanciou de outros animais. Teve um preço. Tem. E iremos pagar, mesmo na busca, doida e sem fim, de " ajustar" o que sinto, quero, penso, com o que escrevo...
O preço? Não sabermos usar, corretamente, todas as palavras, que são, confesso, poucas, diante da enormidade das emoções e sensações...ou instinto...
E sempre que ouço " que saco, você passa o domingo dormindo", tento saber que quer dizer " fica comigo, e vamos ver um filme,por favor..."
Complicado, queridos, ser tradutor da própria língua...







domingo, 16 de outubro de 2011

Chet Baker e as surpresas da vida!



Em caso de dúvida sobre o que escrever melhor o silêncio...
Esse silêncio, que é terrível para quem escreve, me imponho muitas e muitas vezes. Ou ele se impõe, não sei bem.
Mas acordo e vem a vontade de voltar, de falar e falar e mais, compartilhar.
Meu blog de hoje é sobre a esperança, sobre o " nem tudo está perdido", que o mundo pode e sempre, se a gente percebe, nos surpreende.
Sou rockeira e blueslady ( existe isso??rs) por formação.
MPB descobri muitos anos depois de ficar adulta, aliás essa " falha" carrego e carregarei para sempre. Caetano e Gil e Mutantes e João Gilberto, que me introduziram no universo cantado em português, sorry, não considero MPB, é música do mundo.
Depois, bem depois, descobri Nelson Cavaquinho e Noel, que amo, mas minha cultura musical nesse terreno é pobre mesmo.
Jazz sempre amei, sempre me acalmou, me mandou "prá dentro". O jazz em sua inúmeras nuances e caminhos, se mesclando nos " fusions" me encantam...E aprendi muito mais sobre jazz com meu enorme amigo Guillermo " Willy" Ezquerra, baterista de primeira!
E ao lado dos Beatles e Stones e Santana e Led Zeppelin e Hendrix e John Lee Hooker e Buddy Guy e milhões de outros, amo Coltrane e Miles Davis e Charlie Parker e Sadao Watanabe e Alberta Hunter e Ella e milhões de outros...das big e solos " bands" e sem " bands"...
Foi então que outro dia, meio sem eira nem beira, me sentindo fora do corpo, publiquei na minha página do facebook, Chet Baker e sua interpretação de Funny Valentine ( link abaixo).
Ah...que coisa, que criatura, única, com vida, trajetória e morte de artista mesmo.Emocional, o rosto marcado pela vida e vícios e dores e talento, Chet me devolveu, naquele instante, uma enorme emoção. E através dessa publicação acabei fazendo novos amigos, amigos de amigos, que também amam esse músico pra ninguém botar defeito.
E não só trocamos opiniões sobre a canção, mas sentimentos, delicadezas, coisas boas para quem estava com o " coração meio quebrado" naquela tarde.
E viver tem disso, mudar, em instantes, o clima, o astral, o humor, para o bem ou para o mal, no caso aqui, de extrema solidão, para o colo, o afago e o veludo através de música de Chet e os amigos que ele me trouxe.
Surpresas da vida. Delícia. Bom demais!
Ótima semana para todos!
http://www.youtube.com/watch?v=UOEIQKczRPY

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os meus, os seus e os nossos...



 Não, dears, não irei falar sobre os relacionamentos modernos como o meu, com filhos e filhas de todos os lados...Esse assunto é resolvido por aqui...rs.
Todos que me conhecem já sabem, filhos e filhas e enteados e enteadas são um só por aqui.
Falo do desapego...
O que é meu, seu e o que é nosso...e o que não é de ninguém...
Hoje, 28 de setembro de 2011, já meio refeita do baque de ontem, 27/09, escrevo sobre " deixar ir..."
Recebi ontem a notícia de que a casa que moro, faz 30 meses, está sendo vendida, por ser legítimo dono, a uma construtora, para mais um terrível prédio nessa rua  sempre foi cheia de maritacas e gatos passeadores...
Estranhamente no domingo passado, meio aflita, agora sei porque, fui atrás de mudas e terras para " reciclar" meus vasos e jardim..Algo, inexplicável, me levou atrás dessa tarefa, jardinagem, que me é muito prazerosa e na qual tenho, modestamente, algum talento...
Passei minha segunda-feira entre lama, flores, vasos, sentada no chão, visualizando a nova primavera que chega e que, brindaria e brindarei, com mil cores e perfumes..
Mas não sei se aqui...Não sei onde....
Mais uma vez exercito tudo que li e tento aprender, o desapego...
Vou sair, tenho que, a casa não é minha e não é meu esse lugar, como disse o poeta. Não sei quando, nem pra onde, sei que, inexorável, vou sair.
Li agora, na publicação de uma jovem e linda amiga, Laura, uma frase que me cabe como luva..." estou mantendo a calma como um refém"....Isso aí...
Por 30 longos e belos meses aqui vivi e mudei, transformei, marquei e deixei claro quem sou, quem somos...E chegado o tempo de mudar, de ir,  de como ave de arribação, buscar outro canto, outro ninho, outro cenário...e como sempre, recomeçar, volver a empezar, a marcar, a identificar quem sou, quem somos...
E entre tantos pedaços, caixas, fotos, levar minha memória dos dias bons ou ruins, sempre buscando novo lugar pra tantas coisas que não podem mais mudar de lugar...
Ok, minhas crenças irão valer algo, de novo. Nada fica, nada permanece, aprendi faz tempo..Apenas o espírito do que sou, do que somos...todos nós...
Os dias de risos, de me reconstruir, meio que mal e mal, de perdas difíceis, de amores, de sonhos, de mãe, real e imaginária...ali, na casa da Flórida ficou tanta coisa que não deu pra trazer pra cá....Mas aqui, construí outras tantas, netas, festas, risos, músicas e meus vasos...recém semeados, que irão, certamente, brotar em algum outro lugar que não sei onde, ainda...
Deixo ir, chorei muito ontem, mas hoje deixo ir..Cumprida a etapa, a meta, a travessia.
Busco, com olhar ansioso, novo espaço, novo cenário...
Os meus, os seus, os nossos...tudo junto...num mesmo movimento..para frente...
Como disse Jack Sparrow, personagem criado pelo magistral Johnny Depp, em Piratas do Caribe..." Bring me the horizon"...Isso aí.

Esse blog é dedicado a todos os queridos que viveram essa casa com a gente! Em especial Nancy e Bianca que nos ajudaram tanto a "criar" isso tudo

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Redes Sociais ou a arte de conviver...

Adoro as redes sociais, principalmente o Facebook ( esse não é blog patrocinado, viu gente?).
Tenho tido, além de reencontrar amigos queridos que supunha perdidos, parentes que amo e quase não consigo ver, a oportunidade de conhecer pessoas novas que, a cada dia, me surpreendem e encantam como se fossemos velhos amigos...
E aos poucos entender um pouco de todas elas, seus gostos musicais, de cinema, compartilhar programas incríveis e ver suas fotos, ou seja, estar perto delas e suas vidas de alguma maneira.
Tudo, entretanto, tem o outro lado. E sobre esse sombrio e chato lado que " blogo" hoje.
Que coisa mais complicada vermos publicações que entram, direto e reto, em rota de colisão com tudo que pensamos ou acreditamos...
Nossa, dá até dor de estomago ler pessoas, por exemplo, defendendo as invasões do MST ou o regime "de liberdade" de Cuba usando um palavreado, francamente, mais empoeirado impossível e que desperta vontade de rir pois parece piada, tais como " lacaios do imperialismo ianque", "opressão da burguesia", "classe dominante".
Isso no quesito político, pois ainda temos o "cultural", com notícias que as pessoas compartilham sobre "celebridades" ( que não são célebres em lugar nenhum além das revistas masculinas!), cantores de breganejo ( e suas mansões maravilhosas decoradas com muito dourado e pele de bicho! durma-se com um barulho desses), shows " imperdíveis" no exterior de cantores e cantoras nacionais mais passados que uva passa, não vou citar nomes para não ter muitos problemas, ( de doer, isso me lembra o Nelson Ned e seu fã clube de Miami!), além de fofocas tiradas desses sites de Tv e entretenimento, coisas bem interessantes, como Dado Dolabella e suas surras em mulheres, Vera Fisher, nossa Amy local, em rehab constante, enfim, tudo muito cultural...
Acha que acabou? Não, ainda temos o que chamo de " essa é a sua vida" ( os mais velhos vão se lembrar do programa de J. Silvestre na Tv Tupi...kkkkk): meu café da manhã, meu jardim, minha caminhada no parque, meu novo penteado ou cor de cabelos, eu no carro, eu no elevador, eu na porta do show do Fabio Júnior ( ui!) etc,etc...tudo isso e mais, usando a tecnologia da moda o Foursquare, para dizer que, por exemplo, se encontram naquele momento " fazendo compras no shopping Iguatemy" ou a caminho da casa da sogra...Todos os dias essas " agendas" tão importantes são publicadas...De lascar!
Quando topo com esse tipo de coisas sempre me vejo diante de 3 alternativas:
1- comentar, ato contínuo, rebater, abrir discussão ou dar um " prestatenção" no gajo(a)...
2-deletar o indivíduo, sem dó nem piedade, pois esse não vai, com certeza, me acrescentar absolutamente nada, além de entupir minha página inicial de tranqueiras.
3- a alternativa que uso: fico na minha, respiro fundo, penso nas benesses da democracia e trato de mover, bem rápido, meu cursor para sair daquela publicação.
Percebo que, realmente, é complicado para a gente aguentar e conviver com tudo aquilo que não gosta, imagino que deva ter gente que também não curta meus blues, minhas publicações de notícias nem minhas opinões, portanto...
Tudo faz parte das " redes sociais" .
Pois se tem o lado chato, tem o legal, confirmando o que disse João Gordo " tudo na vida tem um lado bom, menos o disco do Oswaldo Montenegro"...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tinha tudo isso....







E tinha uma correria imensa durante a semana. Pedidos de ajuda, de apoio.
E medo, de não dar conta, de errar, de falhar...
E tinha surpresa, boa, chegando de todos lados, braços e abraços e palavras de força e coragem...
E o medo aumentava, tamanha responsabilidade dava frio na barriga, borboletas no estomago.

E tinha uma manhã de sol, linda, sol de inverno, tímido, enfeitando a estrada, mas ainda tinha medo, de errar o caminho, se perder na reta e não chegar...
E tinha a beleza do lugar, montanhas, árvores, paisagem correndo pela janela, certamente celebrando a vida e as iniciativas.
E teve, afinal, a chegada, quando as nossas " armas": panelas, tachos, colheres de pau foram descarregadas numa clara cozinha industrial.
E teve abraços de quem chegou antes, alívio de quem esperava, pois ali também tinha o medo de não ter ajuda, de errar, de falhar..
E tinha, logo, logo, um mar de tomates, batatas, alho e cebola, pepinos e cenouras, de água em panelas gigantescas..
E tinha moças, jovens, lindas, riso, música, palpites, receitas e ainda um frio, sutil, dentro da barriga.
E tinha em pouco tempo, perfume escapando pelo ar, de temperos fritos, de manjericão, de verdura lavada e o ruído da água fervendo.
E a mágica começava a surgir através da comida, cheirosa e caprichada, ficando quase pronta.
E tinha aí a animação, a quase certeza de que iria dar certo, que não erraríamos, que não falharíamos.

Pois do outro lado da rua da linda cidadezinha tinha a pobreza, a dor e o descaso.
Tinha madeira, zinco, plásticos e restos num arremedo de casas, precárias e assustadoras...
E tinha criança, cachorro, gato, mulheres com medo, de que não desse certo, que falhasse...
Mas tinha também a esperança vestida em camisetas com estampa azul onde se lia " Teto"...
E mais meninos e meninas, enfrentando lama, sujeira, trabalho bruto, sempre sorrindo.
E essa meninada é que contava com a gente, com o pequeno pelotão aquartelado na cozinha...
Era 1, era 2, era 100, era mais de 100!
Sim, 100 moços e moças que tinham que comer depois da luta em construir teto digno para que não tem nada...

O frio voltou na barriga...
Tudo era sério, era de verdade, ali, no mundo de verdade, além dos condomínios e bairros protegidos de onde vínhamos..
E tinha agora a certeza de que tinha que dar certo.

Tinha o dia terminado, tinha a noite que começava
E no escuro do tempo vimos tudo acontecer, como suave milagre da multiplicação, de comida e amizade
Ficou pronto o jantar, arrumado, temperado com amor e capricho para alimentar tantos jovens que iam chegando sujos, felizes e humildes diante da experiencia vivida no outro lado da rua,
Até pedra quente eles, certamente, comeriam sem reclamar, pois havia nascido em seus corações e mentes o respeito pelas pequenas coisas,
Mas não tinha pedra quente, tinha comida de verdade, quente, bonita e farta.
Tão farta que, num outro delicado milagre, ainda pode ser dividida com aqueles que nada tinham,
E que agora tinham casinha de madeira, pequena e simples, mas de verdade...

E tinha o fim da história..
A estrada de volta, em silêncio, pois tinha que ter tempo para assimilar tudo que foi visto e marcado, para sempre no coração...
Tinha as luzes da cidade surgindo, tinha o pensamento longe, ao lado de todos os que precisam e de todos que se dispõem a ajudar,
Com palavras, com apoio, com doações, com tempo, com delicadeza, com mente aberta,
E tinha, no final de tudo, a certeza de que se pode fazer muito, que se pode mudar, que se pode fazer parte da chamada "humanidade"...


Para Luiza, fio condutor dessa minha vivência, por sua coragem e garra,
Para todos os meus queridos "apoiadores", não cito nomes por medo de esquecer alguém..rs..
Levei-os, todos, em meu coração e mente todo o tempo que estive no "Teto", construção de Cajamar..
Vocês são parte de um lindo milagre que aconteceu, saibam disso.
 Meu muito, muitíssimo obrigada por isso.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Setembro...



Tenho evitado, faz algum tempo, assuntos polêmicos, as famosas " bolas divididas".
Meio cansativo, desgasta, ainda mais para alguém como eu que vive e dorme ao lado de um ser, meu marido, que polemiza praticamente tudo!É a natureza dele, se sente feliz e vivo sempre que metido em bizantinas discussões, não é a minha.
Não, não sou conformista mas, de verdade, pouco creio na minha capacidade de mudar as opiniões de outras pessoas, além do quê percebo um " despreparo" para que divergências de opiniões sejam tratadas apenas como isso, diferenças, e não provocações. Em geral degringolam em brigas e faltas de educação. Me incluam fora disso, por favor..
Por outro lado como esse blog é meu espaço me perdoem se resolvi colocar algumas idéias, ou sentimentos, sobre o atentado de 11/09 nos EUA.
Li, reli, assisti, ouvi, prestei atenção em dados, fotos, artigos, crônicas, blogs, documentários, ad nauseam...
Gente famosa, comum, de todas as posições geométricas e cores do arco-íris.
Não vou falar sobre essas "verdades", apenas uma coisa me chama a atenção. Mesmo sob as mais gabaritadas análises ou apenas meros desabafos dos que sobreviveram, ninguém percebeu um fato, não sei se importante, pelo menos interessante. O fio condutor desse atentado, como o de toda a violência entre povos do planeta inteiro, do Afeganistão, Tibet, Iraque, Vietnã, Segunda Guerra, Guerra Napoleônicas ou das Julio César é sempre o ódio...
Não é " busca de território", ameaças disso ou daquilo, poder ou dinheiro, mas o interminável " ódio" por tudo que é diferente de "mim".
Aí vira o famoso círculo vicioso, pude ler e assistir pessoas " justificando" por exemplo os ataques de Bin Laden por conta de barbáries antigas e constantes dos americanos, ou ainda os massacres contra os palestinos por parte de Israel, por conta das perseguições, reais, sofridas pelo povo judeu e assim vai a coisa. Como se uma violência justificasse outra violência...Acho lamentável.
Pode me chamar de simplista, de ter uma visão meio infantil do mundo, não tem problema, mas vejo que certas " visões", fundamentadas em formações acadêmicas, políticas, de erudição, etc, etc...não mais enxergam que nesses conflitos, nessas tragédias " pessoas morrem, são mutiladas", vidas são desperdiçadas. E se o grande objetivo de tudo é o homem, seu bem estar e felicidade, temos aí um paradoxo!
Desculpem, não acho que nenhum ser deste mundo mereça ser invadido, aviltado, atacado ou massacrado, nenhum, nem os americanos(!).
Um dia escrevi algo que procuro, em perspectiva, aplicar na minha vida cotidiana, o abutre gera o abutre sempre. Não posso tratar o mundo e as pessoas, todas, de maneira diferente como a que quero ser tratada.
Esse ódio sem fim não nos levará a lugar algum. Mortos os filósofos, pensadores, articuladores e propagadores dessas doutrinas ( de todos os lados e de todos os momentos históricos) ainda assim restarão pessoas, crianças, mulheres, velhos, animais, natureza e vida que quer e tem o direito de ser vivida.

Termino com 2 frases de um "pensador-músico-gênio" da minha geração, John Lennon, que me conforta e acolhe:
" You may say I`m a dreamer, but I`m not the only one" ( Imagine)
" Love is answer, You know that for sure"( Mind games)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

When I´m sixty-four!







When I get older losing my hair,
Many years from now(...)



Will you still need me, will you still feed me,
When i'm sixty-four. ( Lennon-McCartney- When I´m sixty-four)



Quando escutei pela primeira vez essa canção a letra me pareceu algo muito distante, quase surreal!
Teria eu qual idade? Vamos lá, 1967 álbum Sgt´s Peppers: 12 anos! 
Não imaginava, acho que era incapaz, do que seria viver tanto e ter inquietações, retratadas com muito talento e humor na canção, de uma pessoa nessa idade!
E não é que me aproximo, passos largos, a tal casa dos 60??? Amanhã encerro os 56, entro nos 57, portanto...(rsrs).
Pois é, pois é mesmo.
Hoje, jogando conversa fora na hora do almoço com outros 2 cinquentões ( mais novos que eu!), ficamos fazendo um " balanço" do tempo e dos estragos e/ou diferenças que sentimos. Opinião unânime, os 50 foram mais sentidos que os 30 ou 40, mesmo com todas as lendas sobre essas idades.
Sinceramente, além do folclore e literatura sobre as " mulheres de 30" ou a entrada na maturidade das " quarentonas" ( mais a menopausa), não me percebi muito diferente do que sempre fui. 
Agora digo de verdade, ao entrar nos tais 50,a coisa mudou e muito! 
Analisando por partes, como Jack:
 Pele? ressecou, trinca com a mais leve brisa de verão ( Lancôme nela!) e linhas novas surgem todos os dias...
Cabelos? Além do mesmo ressecamento, surgem os tais "brancos" desesperadores ( L´Óreal perde fácil essa luta).
Elasticidade do corpo? Sorry pessoal que curte academia, mas o pescoço de cisne e a graça dos felinos não voltam mais, ficamos no máximo " fortes" com músculos de homem, para mim não dá, prefiro a flacidez a ser confundida com traveco.
Vamos pular a parte médica, que essa é de lascar: colesterol, glicemia, cálcio, uréia, iodo, pressão arterial, etc, etc...A impressão que tenho é que todos esses números subitamente enlouquecem e a gente junto!
Bom, agora entramos na outra parte das mudanças, a complicada no meu pobre entendimento:
O pique? Esse aguenta, no máximo, festas de família que acabam entre 22 e 23horas, a partir daí começam os bocejos, a sonolência e surgem, sem explicação, imagens mentais repetidas da " nossa cama, nosso travesseiro"...
Os sonhos de férias? Sossego, cenários tranquilos, ilhas desertas, sem barulho nem muvuca, nada de locais da moda nem excursões da CVC para Disney! ( aliás excursões em geral não dá mais!)
Programas preferidos? Bistrôs, piano-bar,jantares sossegados, já as baladas e estádios ou parques com shows de música, rock principalmente (e em pé?) esqueçam!
Você acha que estou exagerando? Não, não estou, embora alguns ( menos conformados que eu!) ainda insistam em manter certa " jovialidade" e entrar em programas de moçada.
 Sem sacanagem, o preço a pagar pode ser meio alto: risco de chegar em casa com a coluna "travada" (por semanas e com direito a muitos Dorflex) pelos malabarismos nas pistas de dança, ou de comprar "aquele" vestido ( mini) coladérrimo de estampa de onça, naquela descoladérrima grife da moda e não perceber as risadas das vendedoras diante da imagem ( patética) refletida no espelho do provador, ou pior, ser chamado de " tia ou tio" pelos que pensa serem seus "amigos" ou sua " turma"! Lamentável, não?
É pessoal, envelhecer acontece, basta vivermos bastante, resta mesmo é saber lidar com as diferenças, as sutis e as nem tanto. E tratar de encontrar a nova harmonia com o mundo e com a gente mesmo.
Ás vezes me assusto diante das mudanças que percebo em mim, noutras, a maioria, dou muita risada, fazer o quê?
O fato é que foi bem divertido tudo o que andei fazendo pela vida, como é, agora, essa tranquilidade e paz que tanto busco e gosto. 
E quanto à pergunta da canção, tenho certeza de que meu companheiro vai " need me, feed me" quando tiver 64 anos,  mesmo porquê não é doido e estará bem próximo dessa idade também!.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sóis e girassóis.






Minha mãe não era especialista em arte, mas era em vida.
Ela costumava dizer que Van Gogh, a quem amava de paixão, tinha dado dignidade aos girassóis. Verdade... Se pensarmos bem essas flores, que beiram ao espalhafato e são quase " bregas", nos foram mostradas pelo mestre holandês com tanta luz, tanta beleza e vida que deixam outras, mais nobres e raras, no chinelo!
Minha mãe sempre me deu a sensação de ser parecida com Van Gogh, talvez isso explique, dentre outras tantas coisas, sua enorme fascinação por ele. Conhecia sua vida em detalhes, comprava livros de arte e fascículos e tinha " offsets" de suas obras, principalmente as que retratavam... girassóis...
A instabilidade emocional do artista, sua procura desesperada por expressão, sua extravagância, suas alucinadas paixões também eram características de minha mãe. Para ela não havia um mundo em tons pastéis, nem de silêncios, mas um oceano de cores fortes, brilhantes e festa, música, risadas e movimento.
Qual o mestre, amava essas flores estupendas que ela arranjava em vasos exóticos numa estranha composição, mas que tinham o poder de encantar quem entrasse em sua sala e topasse com eles...Era como se elas, tais flores, falassem, acenassem e enchessem a vida de todas as nuances de um amarelo divino. Havia vida, pulsante, em eterno vai e vem, nos vasos de minha mãe.
E o amarelo de Van Gogh e os girassóis de minha mãe permearam minha infância, tornando o cenário iluminado e inesquecível...E queria tanto ser menina de novo...E sentir, como senti pela primeira vez a invasão do sol, dos sóis, dos girassóis, em minha vida.
O mundo quem o altera são os gênios. Os que do nada, criam tudo. E não precisam explicar muito, apenas nos mostram, sinalizam o caminho, o trajeto em busca do bom e belo.
Aprendi a amar o louco mestre holandês através do olhar inquieto e cheio de beleza e talento de minha mãe.
E saio, quando tudo parece sombrio e sem esperança, atrás de girassóis.
Vou atrás da vida, do dourado e quando, numa encantadora magia, os coloco em vasos, sinto que estou bem e feliz de novo. E imagino o sorriso do artista misturado com o de minha mãe.


Para minha mãe, com imensas saudades.




segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Divagações





Hoje estou com muito temas " pulando" na cabeça.
Blog tem disso, dias com nenhum assunto, outros com muita coisa prá falar.
São pensamentos, soltos, só.

Festa de Barretos- Entra ano, sai ano e esse pavor continua! Tristeza as imagens de animais torturados, jogados na arena para deleite da platéia! Uma festa de horror e mau gosto em TODOS os quesitos. Importam-se estilo e valores "countries " dos EUA, aliás, cá entre nós, essa mentalidade de colonizados nos persegue mesmo!
Moças fantasiadas de cowboy, automóveis enfeitados com chifres, "agroboys" ostentando chapéus de milhares de reais, música de péssima qualidade e o cenário dessa coisa medonha está composto. Entendo porque não se proíbe isso: dinheiro. As engrenagens que movem esse espetáculo trágico são bem azeitadas com muito, muito dinheiro. O que isso tudo me lembra? O Circo Romano.
Pergunta: Onde andam as Ongs de Defesa dos animais, a sociedade que se pensa justa e sã, a moçada engajada em cidadania? Acorda, gente!

Final da novela da Globo- Esse tema me divertiu muito semana que passou. Muitos textos, análises, comentários nas mídias todas. O que mais me chamou a atenção foi que a maioria das opiniões " cobrou" coerência e veracidade no desfecho da novela! É de rolar de rir...Seriedade e verossimilhança em novela? Ah, pelo amor de Deus!É novela, besteirol, sem compromisso, nem com a realidade nem com o possível. Parece aquele povo que tenta, com ar de cultura e erudição, argumentar e polemizar quando assisti filme pornô: não dá.
O fato é, novela não é cultura, ok? Apenas um forma, até discutível, de entretenimento e não me parece que os autores pretendam mais do que isso.


Festa com música- Deixei esse assunto para o final, pois é muito, muito agradável.
Tivemos aqui, sábado passado, a comemoração do aniversário do Gil, meu marido. Além da alegria com a presença de amigos queridos e carinhosos, compartilhamos momentos de muita delicadeza e emoção com Nell Filho ( http://nellfilho.com/home.php), um quase garoto que, com talento e graça, tocou e cantou pra gente.
O dia cinzento combinando com o repertório sensível, harmônico, excepcionalmente bem executado, tornaram esses momentos inesquecíveis. Sabe como, não? Daqui alguns anos tais lembranças estarão intactas em nossas memórias e poderemos dizer " fomos felizes e sabíamos"!
Música boa, talento, amizade, presença generosa, tudo isso dá sentido à vida.
Os que não puderam vir, não quiseram ou ignoraram, só resta lamentar. Não é sempre que tanta coisa boa e legal acontece junta!

Boa semana.


ps- escolhi a bela imagem do Nell para o blog.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Programas legais!





Adoro o Facebook! Acho bem divertida essa troca instantânea de informações, arte, opiniões, etc, etc...
E mesmo em dias como o de hoje, que meu humor estava imprestável, o contato com os amigos e/ou conhecidos conseguiu salvar minha vida!
Minha grande e hilária amiga Nancy Mouth publicou, só de sacanagem, a notícia do Estadão sobre os shows de Justin Bieber, confirmados para outubro no Brasil ( Deus nos proteja!!).
Foi então que tive a ideia de fazer uma lista de programas " imperdíveis" para os que moram em SP e que teriam, para os que nisso acreditam, o poder de resgatar " o karma" e purificar a energia através do sacrifício!!

1- Show do Justin Bieber (afinal a ideia veio dele..rs)
2-Assistir a programação de domingo na TV aberta: Gugu, Silvio Santos, Faustão, Fantástico, isso é o caminho certo para uma enorme depressão durante a semana.
3-Festa de Peão em Barretos, pelo amor de Deus, além da cafonice " importada" e das moças prá lá de " trash", tente não se horrorizar com os maus tratos a animais!
4-Ir ao Mercadão Municipal de SP aos sábados, esse é ótimo, equivale a compras na Rua 25 de Março em véspera de Natal! Cuidado com o " rapa" e os arrastões!
5- Fazer meditação no Parque do Ibirapuera num sábado de sol ( de preferência), ao lado de atletas, crianças e mil cães...Se conseguir, pode ter certeza que você atingiu o nirvana!!!
6- Caminhadas no Minhocão, o Elevado Costa e Silva, também aos domingos ( que está fechado para carros) e desfrutar da linda paisagem urbana da região.
7- Tour de " trem" saindo da estação Barra Funda até a Presidente Altino! Gente, conhecer a cidade é tudo de bom!
8- Pegar o sistema Anchieta-Imigrantes em véspera de feriados. Esse programa vai te proporcionar uma revisão completa do que considera " descansar num feriado".
9-Balsa de São Sebastião-Ilhabela e vice-versa. Essa é de irritar monge budista. Calor insuportável, borrachudos, horas de espera e quem sabe você se toca que a Ilha quer somente gente que possua helicópteros e não pobres como você!
10- Réveillon na Praia Grande, de preferência ao lado da estátua do Netuno no Boqueirão, ou se for religioso, da de Iemanjá. Você e mais 10 milhões de pessoas vão curtir a passagem do ano regada à muita Sidra Cereser e atabaques!
11-Romarias aos Santuários religiosos, o mais famoso é o de Aparecida do Norte, funciona melhor se for no dia da padroeira e você for de ônibus fretado por sua paróquia! Ah! reze muito pois a fila para a entrar na igreja deve tomar umas 5,6 horas.
12-Levar a criançada, aos finais de semana, em qualquer um dos shoppings da cidade! Esse é bem legal, pois já começa com filas nos estacionamentos, brigas por vagas e termina com os pequenos aos berros e exaustos, depois de terem corrido pela praça de alimentação derrubando clientes e bandejas.Ah! se tiver estréia de Shrek e afins, o programa tá completo!
13-Parada gay, Réveillon na Paulista e Carnaval no sambódromo também contam muito para seu resgate de karma, afinal você vai sobreviver a assaltos, brigas, assédios, seguranças truculentos e muita, muita chatice, parabéns!
14- Mega shows em estádios, no Morumbi principalmente. Sei que tem quem curta mas, vamos lá: ingressos escorchantes para você assistir seu artista favorito em pé e ser amassado o tempo todo. Para chegar em tempo tem que reservar o dia, mesmo o evento marcado para as 22hs, congestionamentos sem fim, nenhum lugar para estacionar, caso consiga enfrente os flanelinhas e tenha seguro do carro em dia. Cerveja quente, visão péssima, você só vai conseguir assistir pelo telão. Não tem importância, pelo menos você poderá dizer no dia seguinte: eu fui!

Como podem ver nossa cidade e estado oferecem muitos e variados programas para quem quer testar a capacidade de suportar, de sofrer e ainda achar que está se divertindo, não é fantástico?
Prometo continuar a pesquisa e sempre aumentar nossa lista de " imperdíveis"....

Boa semana.







domingo, 14 de agosto de 2011

For Ladies only






Tema é chato, mas não posso deixar passar.
Nos últimos tempos tenho ido a alguns bares, restaurantes, shows e até aeroporto. A saber, lugares públicos.
E como sou meio chata, talvez pelo antigo hábito de ter trabalhado em alguns desses espaços, sempre "checo", como diria meu amigo Major Newton, as facilidades sanitárias.
Num bom restaurante, por exemplo, dá para se ter ideia do nível de higiene da cozinha apenas pelos cuidados dispensados aos banheiros, podem ter certeza disso.
E, para meu espanto e horror, tenho visto, quase de maneira geral, o péssimo comportamento das " moças" que usam o sanitário feminino.
Lugares de nível bom, supostamente bem frequentados, onde as pobres funcionárias de manutenção e limpeza tentam, sem sucesso, manter o " ladies room" em ordem, tem esses espaços transformados em quase aterros sanitários!
Papéis usados jogados fora dos cestos, em geral pelo chão ou dentro do vaso, bancadas ensopadas, pisos encharcados, lenços sujos de maquiagem entupindo pias, sem falar daquele pavor de falta de educação e higiene que muitas senhoras praticam com seus " acessórios" de uso mensal!!!
Ninguém merece!
Ontem, no The Orléans, bar arquibacana pelo décor, pelo charme e música, foi a gota d´àgua, pois encontrei no toilette copos (de vidro) espalhados pela bancada! Ou seja, educadas damas que foram usar o banheiro não só levaram seus copos de drinks ( argh! sem comentários), como os deixaram por lá!
Não dá, meninas, para entender nem muito menos, suportar um comportamento vergonhoso desses!
O que houve com a educação que nos ensina, no mínimo, deixarmos as coisas como as encontramos? Onde os ensinamentos recebidos de nossas mães sobre higiene, sobre cuidados?
É assustador!
Será que a mulherada pensa que a tal " igualdade" entre sexos é também se comportar como vândalos, imaginando, de maneira equivocada, que os rapazes agem assim?
Doce engano, o "men room" ( já falei que sou chata e gosto de checar) é um primor de asseio perto do banheiro das ladies!
Desmazelo, desleixo, falta de educação, folga, isso tudo e mais as bebedeiras, patéticas, que as moças andam tomando nos bares da vida, é triste de ver!
Minha mãe era extremamente exigente em relação ao meu comportamento e atitudes. Dizia ela que moças/mulheres/senhoras tinham que ser prestimosas, fazer as coisas com capricho e que deveríamos evitar, sempre que possível, agir com estupidez, com grossura, pois justamente a delicadeza e boa educação eram atributos da nossa essência!
Sei não, às vezes penso que estou " demodê", que o mundo mudou mesmo.
Ok, posso até me acostumar, não sem esforço, com a " nova mulher" que encontro pelos eventos, bares, etc...Garotas que caçam, impiedosamente, os moços, outras que se debruçam nos balcões para pegar suas bebidas ( deixando à mostra a marca de sua lingerie!), que se movimentam esses bares com a mesma " feminilidade e graça " de um John Wayne no saloon, que gargalham alto e bom som depois de cruzarem o nível etílico seguro, ok, posso tentar me acostumar.
Agora, o que acontece no " ladies room" não vou me habituar jamais!
Não adianta ser bem sucedida profissionalmente, comprar roupas de grife, esfregar seus cartões de crédito platinum plus na cara do mundo, nem ter conquistado o direito de entrar e sair com quem bem quiser das noites. Estão sendo, na verdade, mal educadas, grossas, sem compostura, vulgares e pior, sem noção.
Gostaria muito que um dos rapazes, desses que as meninas tentam com tanta insistência chamar a atenção, entrasse num banheiro feminino, justamente depois que um bando delas acabou de usar!
O pobre iria sair correndo dali, em pânico, sem olhar para trás.
Pronto, falei!
Registrei meu protesto, meu espanto e horror.
Lamentável isso, meninas!


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O mundo mudou e ninguém me avisou....







Deve ser isso mesmo, o mundo mudou e ninguém me avisou.
Cada dia, situação, episódio que vivo me traz cada vez mais essa certeza.
Principalmente no quesito " criar filhos" e todas as questões relacionadas ao tema.
Fui mãe aos 19 anos, saída direto e sem escalas, do colégio e da Rua Augusta, para descobrir essa nobre tarefa! Tanto que o rock rolava solto ao lado dos berços dos meus bebês adormecidos. Sim, caro leitor, tirei a sorte grande e tive gêmeos, logo eu que nunca tinha chegado a menos de 2m de qualquer um desses seres...
Às vezes penso que o rock e a extrema juventude me salvaram!rsrs
Tive mãe, sogra, tias, cunhadas, amigas, enfim, toda a " entourage" feminina perto de mim, mas nunca tive, fora a babá, ninguém que assumisse minhas tarefas!
Ou seja, recebia essas visitas que " quebravam galho", seja passando fraldas ( sim, diletos, não existia, naqueles dias, essa maravilha de fralda descartável, era no muque mesmo!), seja revezando em dar as 24 mamadeiras/dia para eu que fosse ao banheiro!
Não me lembro de, nem mãe nem as sogras ( tive 2 a quem dei netos), que amo até hoje, terem sindo solicitadas para " segurarem minha barra"...
E depois da ajuda todo mundo ia embora e ali, uma quase menina, eu, e a babá cuidávamos do resto, que era praticamente tudo.
E era tranquilo, meus meninos quase nunca adoeciam, embora até hoje não saiba se isso era por conta de não estressarmos com eles pois viviam soltos, ou se não percebia que tinham alguma coisa anormal com minha doce ignorância... E dava certo.
Cozinhava, aliás aprendi nesse momento, recebia amigos, fazíamos música, víamos filmes e ríamos muito...E criávamos os filhos. Meio hippies, meio zen.
Depois que me separei, mais uma filha de outro casamento ( sim, a esperança venceu o bom senso!! rs), criei essa meninada junto com cachorros ( de grande porte) que, quase num exercício político, socializam petiscos, comidas, camas e beijos. Nunca ninguém adoeceu por conta disso! Tenho 3 filhos que amam animais até hoje!

Penso agora, olhando para mim e para algumas amigas que enfrentam as mesmas situações, que essa meninada não entendeu como foram criados.
Explico, nossos filhos viraram seres dependentes, assustados, apavorados e qualquer alteração em seus filhos, nossos netos, surtam, entram em pânico, pedem ajuda e não sabem lidar com essa coisa maravilhosa e incrível que são " crianças"!
Crianças caem, se machucam, se cortam, tossem, resfriam, param de comer, voltam a comer, dormem pouco, ou muito, tem febres estratosféricas e 10 minutos depois não tem mais nada, vomitam, tem diarreia, riem e choram, tudo em questão de horas!
E vejo a neura se instalar...
Alopatas, homeopatas, dietas, cuidados absurdos, assepsia ao extremo, isso pode, isso não pode, cada hora uma coisa, cada dia uma filosofia diferente...
Resultado? Pais desequilibrados, brigando entre si e nenhuma, nenhuma tranquilidade e confiança para passar para as pobres crianças...Triste isso.
E nós, avós e avôs, vamos sendo solicitados no meio da madrugada, dos finais de semana, da nossa conquistada tranquilidade, para servirmos de " bombeiros" e apagar incêndios provocados pela insegurança e falta de objetividade dos pais, nossos filhos...
Estranho isso...e, interessante, mesmo que nossos/as filhos/as precisem de nós, nossos métodos, aqueles antigos que descrevi, são questionados...Ou seja, devemos nos comportar apenas como " executores" dos equívocos deles, que vemos e percebemos à milhas de distância...
Complicado isso.
Por outro lado talvez, digo talvez pois não sou dona da verdade, explique o imenso amor e segurança que minhas netas sentem por mim e quando aqui estão.
Aqui podem ser o que são: crianças...Podem molhar os pés e depois tomar uma colher de mel para garantir...Podem comer o que quiserem, de boa qualidade, doces ou salgados ou frutas, pouco importa a ordem..Podem ligar o som, ouvir e ver música...Podem passar as mãos nos cães de rua e tem, principalmente, o direito de me pedir os horrendos sapos de gesso para enfeitar o jardim.E tomar banho com direito a cantoria, shampoo cheiroso e risadas na imensa cama da avó, ao se trocar.
É, o mundo mudou, esse pessoal não sabe se virar sozinho como fizemos, não sabem relaxar, não sabem " ler" as nuances de um pequeno ser e ainda assim se acham no direito, doido, de estabelecer regras e assim nortear suas vidas...
Fazer o quê?


Para minhas netas, Sofia, Laura e Helena, minhas netas, para que ensinem " juízo" aos seus pais!
Para Cecília Puccini, minha grande amiga!

Como se faz?




Como se faz?
Explico a pergunta.
Passei a vida toda, quer por configuração astrológica, quer por formação, evitando situações constrangedoras, confrontos ( detesto) ou maneiras bruscas.
Odeio grosserias, falta de educação, frases cortantes, " duras e broncas", etc, etc...
Não sei, sem sofrimento, ser assim. Até faço em última instância, mas me dói, me corrói, me violenta. Fico mal, doente e infeliz...
Meu " não" é raro, precioso, por ser muito dolorido.
Hoje analisando minha vida e trajetória imagino que o corpo diplomático seria meu terreno mais fácil e interessante, não descobri antes, azar o meu..rs
O que acontece então?
Simples, vou suportando, suportando e tem dia que acordo e, pronto, basta!
E esse " basta" é inegociável, não tem volta, não tem acerto algum possível...
Ok erro meu, de achar que as pessoas, todas elas, tem um " desconfiômetro" em perfeitas condições de uso e funcionamento. Tem nada!
O povo encosta, se acomoda, usa e abusa, faz e não contente, refaz...
E nessas vou eu observando, engolindo, suportando, respirando fundo, contando até 10.
Tem dias que não sei mais contar.
Enlouqueço, endoido, desatino, chuto não só o pau, como a barraca e seus ocupantes juntos!
Erro meu, pois aí é a devastação total, estrago sem precedentes!
Teriam vocês, meus queridos leitores, noção do que uma reação dessas, vinda de alguém tão " pacífico, tolerante e de bom humor" como eu, provoca?
Pois então...Napalm puro, queima sem ter como ser apagado...
Sei, preciso, devo aprender a me posicionar " all the time", em doses homeopáticas.
Assim, quem sabe, o povo pare, um segundo antes, de atravessar minha barreira do som...
Alguém sabe me dar alguma dica de como se faz isso?rsrs...






segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Justa ou não???





Pois é, meio bordão geral isso: " a vida não é justa"...Será?
Antes seria legal definir "justa", né não?
Certo, Eike Batista perde não sei quantos bilhões numa rodada de negócios ou bolsa de valores e diz que " não perdeu nada" e a gente se esfalfa prá pagar a prestação do carro...mil, lógico, desses beeeeeeeeeeemmm populares...
Todo mês pagar aluguel é um guai e aqui na minha esquina, lançam um prédio de apartamentos, altíssimo luxo, mais de 2 milhões de reais (na planta) e tem fila para comprar...
Ficamos fazendo conta para o chopinho de final de semana, para os 5 dias por ano na praia e a escolha do livro que quero muito, pois os 32 que queria ler não vai dar para comprar...
Filhota trabalha desde os 16 anos e mal e mal consegue fazer suas coisas, enquanto tem gente levando até babá para passar o verão na Europa para não se preocupar com a prole durante a viagem...
Poderíamos citar muitos, mil, milhões de exemplos, gritantes, de " tratamento diferenciado" dado pela vida. Então, é justa ou não?
Existe em mim certo conforto, por conta das coisas que acredito, reencarnação, etc, etc que explica esse mundo " sortido" onde uns tem muito, outros nada e a maioria mais ou menos..rs.
Fácil não é, meio indigesto, meio triste, mas é assim e ponto.
E nesse monte de viagens, livros, passeios, sossego e tranquilidade que almejo e nem sempre tenho, descubro outras tantas coisas bem legais que a vida me proporciona.
Quer ver? Meu chopinho no Embú nesse último sábado de sol, com amigos queridos em meio a muitas risadas e mesmo papo sério, foi inesquecível...Boa música, que sei apreciar, momentos de amizade e cumplicidade, coisa rara nos dias de hoje, e o geladinho da bebida sob o calor, não são sensações que o dinheiro compra. O entorno a grana compra mas a percepção, não.
O perfume da " pasta" quente na travessa ontem, almoço de domingo, com tantos queridos rindo e passando os pratos, idem, idem. A casa cheia é sinal de afeto, de família, de estar junto nos bons e maus momentos.
Resolvo então deixar de lado essa questão da vida ser justa ou não.
Prefiro achar que está aí, para ser vivida, para ser percebida, para ser, principalmente, compartilhada.

Boa semana!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Carta para Julieta





Ontem
assisti delícia de filme " Cartas para Julieta"e me descobri eterna romântica.
Nâo tem jeito, nem Laranja Mecânica, nem Drink no Inferno me curam disso, embora ame igualmente esses filmes.
E, estranho, hoje cedo, bem cedo, frio insuportável, sentei na sala com caneca de café e fiquei pensando no filme e no que sou e no que tenho visto aí pelas andanças no mundo.
Por mais me me esforce essa moda de " ficar" com alguém, coisa usual com a meninada, isso continua sendo, para mim, enigma dos mais complicados, como diria Djavan melhor seria aprender japonês em braille...rs
Penso ser moderna, aliás, certas modernices vivi, de forma efetiva, na minha vida, casei, descasei, recasei, descasei de novo, namorei, tive affairs, etc etc...Mas " ficar" não fiquei não, nem sei bem que é isso.
E ainda me choca, não moralmente, cada qual faz mesmo o que bem entender, e me assusta o " descompromisso" não só com o outro ou com o fato em si de transar, mas consigo mesmo.
Parece, usando minha linguagem ( provavelmente antiquada) e códigos ( que devem ser do tempo do Hamurábi) que não se valorizam mais os afetos, os sentimentos, os próprios sentidos.
Fico e pronto. Resolvo questão meramente fisiológica ou como muleta emocional do momento e estamos conversados.
Pergunto: o que sobra, no quesito romance, mistério, sedução, para se estabelecer relacionamento mais duradouro e consistente com alguém?
Ok, alguns vão dizer, mas seus métodos também não foram garantia alguma de sucesso, vide insucessos em relacionamentos...Verdade, mas havia desejo, vontade, de que tudo desse certo, havia aposta nas escolhas, de estar com o melhor e mais legal.Claro que os insucessos nesse caso doem demais, pois me jogava inteira, sem barreiras ou rede de proteção. Mas sempre havia, junto a essa dor, a sensação de que tudo fora vivido de maneira plena, inteira, sem meias verdades ou soluções...
Será medo disso, dessa dor, justamente, que criou essa estranha forma de se relacionar? A de " ficar" apenas?
Será que na vida tão agitada e agendas tão conturbadas dessa moçada não cabe nenhum relação mais séria ou estável?
Tudo é rápido, a comida virou fast food, as distâncias sumiram pela web, os contatos estão na velocidade da luz, as redes se interligam em milionésimos de segundos, se compartilha tudo com todos todo o tempo, que pouco sobrou para se criar, construir, com vagar, com delicadeza, com paciência, os amores?
Sou uma tola mesmo, pois apenas esboço esses pensamentos e rapidamente sou aconselhada a me calar, a não palpitar no que não sei nem entendo, a largar de ser " careta".
Não posso, como comparação, dizer quem, entre o pessoal de hoje e nós, mais velhos, tem ou teve mais chances de ser feliz. Não tenho dados suficientes nem, talvez uma definição comum do que seja" ser feliz".
Vejo apenas um certo vazio, solidão, uma busca incessante que não está chegando a lugar algum, uma insatisfação irremediável, mas vai que isso não torne ninguém infeliz...rs...
São assim e ponto.
No meu caso sei que não tenho jeito mesmo..rs... Ainda sou à moda antiga, ainda me emociono com cenas românticas, encontros do destino, amores que enfrentam tudo.Creio nesse amor, que tudo pode e tudo vence e isso me faz bem.
Para todos os efeitos sigo a sugestão dos mais jovens: me calo, não tento entender. Ligo meu DVD e tasco, de novo, Cartas Para Julieta e mergulho no meu mundo ideal..

Bom final de semana.


Cartas para Julieta
Diretor: Gary Winick
Elenco: Amanda Seyfried, Gael García Bernal, Vanessa Redgrave, Christopher Egan, Daniel Baldock, Ashley Lilley, Franco Nero, Anna Kuchma.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bolo


Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão.. ( Milton Nascimento- Bola de Meia, Bola de Gude)

E tem momentos assim difíceis, onde a esperança parece ter sumido ou voado pela janela.
E fico com um frio insuportável, o corpo dói, a cabeça explode e o coração aperta.
Não consigo ver saída, portas se fecham com estrondo.
Mesmo sob as cobertas quentes, ainda faz frio.
E acho, com sinceridade, que não vou resistir.

E então a mágica acontece!
Jogo as cobertas para longe de mim, desço as escadas e saio para o sol que brilha, mesmo nessa fria tarde de agosto...
E reencontro, bem devagar, como o calor tímido do sol, a vontade de tudo.
Em minha cozinha tudo cria vida!
Minhas panelas brilham, acenam, a colher de pau gira, com elegância, dentro do pote onde dorme e ouço sons, engraçados, saindo dos livros de receita.
E no começo, com vagar e paciência, primeiro quebrando ovos, depois, velocidade aumentada, picando frutas, molho as mãos nos sucos dos limões e espalho farinha leve e impalpável pela chão...
Agora o ritmo é frenético, tudo se move junto comigo, o fogo, azul e vermelho, enfeita o forno, a tigela desliza para dentro dele. E rio da bagunça, da sujeira, das cascas espalhadas pela pia e das marcas dos meus pés feitas pela farinha no piso.
E é festa, logo o cheiro se espalha, toma tudo, enche de perfume quente, quando ao mesmo tempo a água fervente cai sobre o pó de café e mistura todos os aromas, mil aromas, bons, de casa, de infância, de ser feliz...
E assim, de pijamas, sem pentear os cabelos, corto o bolo recém assado, enfeito de açúcar e debruço meu nariz na xícara de café forte.
E estou sorrindo de novo...
E sou menina de novo, sentindo o gosto bom da manteiga e leite e ovos e tudo, derretendo em minha boca.
E penso, ah..a vida é boa, tão boa...E tão simples...como um pedaço de bolo com café num dia de inverno...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Moda reflete ou reflexões sobre moda.









Pode parecer bobagem, mas não é.
Moda, além de criar e manter uma enorme indústria desde o fio ao produto final, tem a função de " adornar" um tempo, um momento histórico e mesmo um estado de espírito.
Claro que, com todo o " glitter", frufrus, muita frescura e aparente superficialidade fica meio difícil enxergar sua relevância.
Senão vejamos, para se chegar a alguma peça, da C&A ao mais elaborado traje de "haute couture", existe um exército enorme de pessoas, de profissionais: desde o pequeno produtor de algodão na Índia, tinturista, estilista até a senhorinha que prega os botões e passa a roupa antes de colocá-la num cabide é gente que não acaba mais...Moda movimenta dinheiro, criação e muita vaidade..rs.
Porque pensei nesse tema? Muito simples, fui arrumar meu armário dia desses.
E descobri, tirando as roupas do lugar, que mais que me enfeitar ali estava um retrato sutil de quem fui e sou.
As batas indianas de puro algodão (as da Ventura são o máximo!), as saias de retalhos com mil pedacinhos de veludo estampado e os coloridos colares de âmbar e contas são da Nil da década de 70! Nesses dias eu usava maquilagem pesada, olhos negros, cheirava à patchouli e ouvia Hendrix no último volume...Lembro que em 1970 estava em Londres e comprei sapatos de boneca de salto alto, roxos, pinks e azuis royal! Um escândalo!
Depois encontrei com estampas florais, meio inglesas, meus vestidos camponesas, do tempo que criava meus meninos...Passava tardes no Ibirapuera e cheirava à jasmim...Ouvia Carole King e Tom Jobim...
Encontrei então, entre os cabides, o que chamo dos " anos negros"..Não, não imaginem coisas bizarras ou trágicas, mas foram anos de roupa preta, meio existencialista, muitas transparências ao meio-dia..rs..rendas, camisas alvíssimas de babados para deixar o visual ainda mais dramático e o perfume era Opium, aliás isso mantenho até hoje! Tempos de Coltrane, de bares mal iluminados, de B52´s...
Encontrei os saltos altíssimos que usava para trabalhar ( com moda, lógico) e me espanto em pensar como conseguia usar aquilo, 10, 12hs ao dia sem me estabacar no chão!
Aí vieram os anos jeans, bags, semibags horrendos, depois os lavados, os super lavados, os skinnies que me deixavam mais esquelética que sou e até chegar aos normais, bom e velho jeans, que amo até hoje. E uso e usarei pra sempre!
Sapatos altos, coloridos, Chanéis, rasteirinhas, Keds, Havaianas, botas de moicano, de montaria e chinelos de estampa de onça, com strass. Tá tudo lá, retratando a trajetória visual que refletia e reflete quem fui naquele exato momento.
É, moda é coisa séria. Acompanha o tempo externo e interno.
Hoje, nesse momento, aos 56 anos, com netas e não tão ativa, penso muito em quem sou.
Tenho dúvidas.
Adoro a sobriedade dos tons cinzas, os casaquinhos de tricô bem de velhinha, os colares de pérolas, o jeans na cintura, sem abusos de nenhuma espécie, os sapatos sem salto. Mas igualmente acordo, às vezes, querendo ser Viva Maria ( filme de Malle, com Bardot) e coloco minhas camisas de renda de ombros caídos, com saias rodadas e sapatilhas de lona amarradas nos tornozelos. Outra hora me encanta um paletó quase masculino, azul marinho por cima da Hering branca. Ou os echarpes de tigre, zebra, onça, os lenços palestinos e muito dourado nos pés!
E cada vez que me visto penso na enormidade de símbolos que estou colocando, de uma ou outra era, para sinalizar o que sou naquele instante.
Não consegui definir estilo fechado, nunca conseguirei, sei disso.
Uso tudo, evidente que ajustado às limitações impostas pela passagem dos anos: tangas, biquínis, barrigas de fora e mini saias nem pensar, já usei isso tudo, com charme e graça, mas passou!
Mas ainda uso a moda como forma de expressão, de mensagem, divertida e emblemática e me permito brincar com tudo isso, ora de forma engraçada, ora transpirando seriedade.
Tenho uma filha, Luiza, que tem estilo definido e isso me encanta, acho que nasceu sabendo quem é, suas roupas são a cara dela e posso identificá-la em cada escolha.
Ela, que acompanhou de perto todos os meus anos trabalhando nessa indústria, escreveu outro dia, no seu blog, sobre o tema. Com acerto e bom senso. Não é uma " vítima da moda", mas um ser consciente, ligado e que entendeu que atrás disso tudo está sempre uma pessoa, um ser em busca de identidade e que merece respeito e informação.


Fig 1- Estilo Hippie
Fig 2- Clássico dos clássicos: Escarpin Chanel
Fig 3-Eterno masculino de Yves Saint Laurent
Fig 4- Vestido Emilio Pucci